divulgação literária

Tamanho 42 não é gorda

Meg Cabot
Tamanho 42 não é gorda
Size 12 is not fat
Record, 2008
411 pp
ISBN: 978-85-01-07533-8

“Tamanho 42…” conta a história de uma ex-pop star, que ao exigir cantar suas próprias composições é expulsa da gravadora. Logo em seguida encontra uma outra pop star com a boca na botija de seu namorado (literalmente) e sua mãe foge pra Argentina com seu dinheiro. Ou seja, por ser uma fracassada, Heather Wells vai trabalhar em um alojamento para universitários da NYU e começa a morar no apartamento do irmão de seu ex namorado, que por acaso é um gatão detetive particular e que ganha mais de 100 mil por ano. Realismo fantástico.

No desenrolar da história eu percebo que discordo com o ponto chave do livro: tamanho 42 é gorda SIM! Nada contra gordas, mas vamos encarar os fatos:

a) Heather Wells trata qualquer garota tamanho 36 como se fossem um amontoado de ossos dentro de uma calça jeans. Equívoco horrível, porque eu uso 36 desde 2004 e nunca fui magricela. Pelo contrário, sou super mediana, nem gorda nem magra, mas ainda assim o 36 cabe certinho em mim. E quem acha que 36 é coisa de magricela é gorda, com certeza.

b) 42 é a média da mulher norte-americana. E a mulher média norte-americana É GORDA.

c) Quem sonha com chocolates e pudins dia e noite tem, no mínimo, alma de gordo. Isso mais o fato de usar 42 mostra que a pessoa, na melhor das hipóteses, tá meio cheinha. Ou tem quadril largo… mas aposto na primeira opção.

Enfim… o livro é interessantinho e vale o tempo que consome. No fim das contas, esses livros da Meg Cabot são quase de auto-ajuda, porque de tanto que a personagem se ferra, você vê que a sua vida ainda tem salvação. Mas não espere que um gatão apareça na sua vida tão por acaso assim…

Por Mari (Sim?)

Uma especialidade de Meg Cabot é a ironia. Assumindo o viés da protagonista, e utilizando o recurso da redação em primeira pessoa, a autora critica a soberania da Ditadura da Magreza com uma mulher em-cima-do-muro em termos adiposos: não é gorda, e também não é magra. A personagem, sendo uma ansiosa óbvia, destaca seus interesses na comida como modo de escape, contrapondo-os ao azedume contra as mulheres que canalizam a tensão por outras vias, como o exercício. Ainda sob esta ótica, o vilão da história tem considerável trauma com essa Ditadura da Magreza.

Cabot critica logo de entrada a mania da Moda em enxugar os números quando os pesos das pessoas permanecem os mesmos. Isto é: se no verão passado a calça 40 entrava sem problemas, neste verão apenas a 42 entra. O que aconteceu? A pessoa engordou? Não é o que diz a balança. Isso sem dúvida alguma afeta o emocional das pessoas, especialmente as do sexo feminino.

Outro ponto positivo do livro, e que surpreende em se tratando de romance, é o final, inesperado para o gênero, contradizendo a ideia do “gatão” caindo “de presente” na vida das mulheres.

Por Books

Onde conseguir:

Record

Livraria Saraiva

Livraria Cultura

Livraria Catarinense

Submarino

Estante Virtual

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